Tento em vão preencher este vazio. Espero todos os dias por ti mas não vens, nunca vens, nem (provavelmente) nunca virás. És a minha única esperança para sair desta escuridão imensa que se abateu sobre mim...
Dei-me totalmente a ti, tu usaste-me e por mais que eu te tenha perdoado, nunca te esqueci, nem provavelmente esquecerei...E rezo, sim rezo. A um Deus que não acredito que exista, mas que já acreditei.
És real, apesar de seres um sonho. És real, és carne, és osso, és sangue, mas ao mesmo tempo és divina... Sabes. Rezo para um dia poder ser teu, dava-me outra vez a ti.
Acho que mais vale lutar amanhã porque por hoje já não vale a pena...
domingo, 12 de junho de 2011
quarta-feira, 8 de junho de 2011
às vezes a vida vale a pena...
Tanto tempo, tantos segundos contados, horas que tiniam nos sinos longínquos. Meses.. Foram necessários meses para que volta-se a sentir novamente. Já sentia saudades de sentir a brisa a percorrer a minha frase, ligeira, suave, sussurrando melodias doces nos meus ouvidos e tê-la a meu lado. Foi o tê-la a meu lado como nunca tive que me acordou do sono profundo.
"Por favor nunca te esqueças de mim" foi a única coisa que lhe pedi. Sei que nunca te terei, as probabilidades são inferiores à nulidade. Nunca te esquecerei e provavelmente serás o modelo que usarei toda a vida, tentar arranjar alguém como tu. Mesmo depois de tudo não tenho rancor, não tenho ódio, não tenho qualquer raiva...Esvaziaste-me e encheste-me vezes sem conta, como um poço no deserto, que espera ansiosamente pela monção, eu sempre esperei e esperarei por ti... Segue a tua vida, não mereces alguém como eu. Só desejo que os teus sonhos se tornem realidade, que consigas singrar na vida.
Não levo a mal se assim estiver destinado encontrarei alguém parecida contigo, só te desejo o melhor.
A__-__
"Por favor nunca te esqueças de mim" foi a única coisa que lhe pedi. Sei que nunca te terei, as probabilidades são inferiores à nulidade. Nunca te esquecerei e provavelmente serás o modelo que usarei toda a vida, tentar arranjar alguém como tu. Mesmo depois de tudo não tenho rancor, não tenho ódio, não tenho qualquer raiva...Esvaziaste-me e encheste-me vezes sem conta, como um poço no deserto, que espera ansiosamente pela monção, eu sempre esperei e esperarei por ti... Segue a tua vida, não mereces alguém como eu. Só desejo que os teus sonhos se tornem realidade, que consigas singrar na vida.
Não levo a mal se assim estiver destinado encontrarei alguém parecida contigo, só te desejo o melhor.
A__-__
terça-feira, 24 de maio de 2011
A vida por m...
Um ser-vivo é um algo, que cresce, tem metabolismo, algo que se move(interno ou externo) , reproduz-se, reage a estímulos...
Todos nós (Homens) somos seres vivos, a maioria tem vida, outros nem por isso. Eu sou uma espécie de nem por isso, os nem por isso nunca são sim, nem não; estão no meio, talvez num talvez ou num não sei. "A vida por m" quanto mais penso (das poucas coisas de ser-vivo que ainda faço) mais afincadamente chego à conclusão que a vida pode ser comparada a um muro.
O seio da família são os alicerces, por vezes são fracos levando-nos ao abismo. Conforme vamos crescendo vamos pondo fiadas, que completamos com cimento, ou outra massa colante, que permita fixar os tijolos ou blocos.
Os tijolos, a solidez da vida varia com as decisões que tomamos e se somos bem ou mal sucedidos, e por fim a massa.. As relações, o que nos liga. Por fim mas não menos importante o ar..Que provoca a erosão e eventualmente a morte.
Eu tenho uns alicerces razoáveis, uns bons blocos e um mau cimento. Quando chega o vento, eles caem e tenho de começar tudo outra vez.
Mais vale começar amanhã não acham?
Todos nós (Homens) somos seres vivos, a maioria tem vida, outros nem por isso. Eu sou uma espécie de nem por isso, os nem por isso nunca são sim, nem não; estão no meio, talvez num talvez ou num não sei. "A vida por m" quanto mais penso (das poucas coisas de ser-vivo que ainda faço) mais afincadamente chego à conclusão que a vida pode ser comparada a um muro.
O seio da família são os alicerces, por vezes são fracos levando-nos ao abismo. Conforme vamos crescendo vamos pondo fiadas, que completamos com cimento, ou outra massa colante, que permita fixar os tijolos ou blocos.
Os tijolos, a solidez da vida varia com as decisões que tomamos e se somos bem ou mal sucedidos, e por fim a massa.. As relações, o que nos liga. Por fim mas não menos importante o ar..Que provoca a erosão e eventualmente a morte.
Eu tenho uns alicerces razoáveis, uns bons blocos e um mau cimento. Quando chega o vento, eles caem e tenho de começar tudo outra vez.
Mais vale começar amanhã não acham?
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Don't you weep
Por esta vida de encruzilhadas, sins, nãos, talvez e não seis, muitas curvas em contra-mão, linhas continuas pisadas, inversões de marcha realizadas...
Vou sem amor, paixão ou outra emoção. Vou. Não é um simples ir, ou um chegar, é um querer mudar, um algo ansiar. Tenho noção que o meu Eu, aquilo a que apelidamos de "persona" ou personalidade é nada mais do que um lago, sim um lago, desconhecem-se profundidades, a Terra está longe, e ando sempre à deriva; à mercê dos elementos, e da sorte...
Posso dizer que estou absolutamente insatisfeito com esta monotonia monocórdica de vida, já tentei mudar este preto no preto. Dar ao fim um novo principio, mas como num círculo o principio anda de mãos dadas com o fim, e este insiste em largar a mão ao principio, e eu tento chegar à margem do lago, da minha alma, se ainda a retiver dentro de mim. Vejo-me reflectido muitas vezes na superfície perfeitamente rugosa do lago, centenas de vezes, e odeio a tristeza dos meus olhos alegres.
Um dia alcançarei essa margem mas por hoje, mais vale lutar amanhã...Por hoje cansei
Vou sem amor, paixão ou outra emoção. Vou. Não é um simples ir, ou um chegar, é um querer mudar, um algo ansiar. Tenho noção que o meu Eu, aquilo a que apelidamos de "persona" ou personalidade é nada mais do que um lago, sim um lago, desconhecem-se profundidades, a Terra está longe, e ando sempre à deriva; à mercê dos elementos, e da sorte...
Posso dizer que estou absolutamente insatisfeito com esta monotonia monocórdica de vida, já tentei mudar este preto no preto. Dar ao fim um novo principio, mas como num círculo o principio anda de mãos dadas com o fim, e este insiste em largar a mão ao principio, e eu tento chegar à margem do lago, da minha alma, se ainda a retiver dentro de mim. Vejo-me reflectido muitas vezes na superfície perfeitamente rugosa do lago, centenas de vezes, e odeio a tristeza dos meus olhos alegres.
Um dia alcançarei essa margem mas por hoje, mais vale lutar amanhã...Por hoje cansei
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Contos de Eldarya
Prefácio: O chão estava lavado de sangue que reflectia a luz matinal que sobre ele incidia, um cheiro pútrido a carne queimada emanava no ar, era doentio, repugnante. Eu continuava a caminhar sobre corpos de moribundos e mortos, indiferente, passo a passo, avançava cada vez mais para o interior do império, deixando atrás de mim um mar de mortos e feridos, filhos ficavam órfãos e mães viúvas. Infeliz vida era a minha, mas eu continuava a cumprir as minas ordens de sorriso na boca, um ligeiro esgar malicioso surgia na minha face antes de proceder à decapitação de mais um, era apenas mais um, o que iria mudar?! Tinha vendido a minha alma ao diabo, agora andava a ver se a comprava de volta, mas os juros, a penitência, essa era muito cara.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Pergunta, descobre, volta
Eu sempre ouvi dizer que a vida é fácil, basta vive-la. Sinceramente discordo totalmente, a morte sim é fácil. A vida é o maior problema de todos, se não existíssemos não haveria problema e de quem é a culpa, da vida.
Muita gente acredita em Deus, em algo superior, inexplicável mas que explica a existência do mundo (irónico xD), eu não acredito, não confio em nada nem ninguém, nem em mim próprio, só há uma coisa que confio, no dia de ontem. Sobre ele tenho sempre certezas é tão fácil viver o ontem, porque temos de viver o agora e o amanhã...Era tão mais simples se a vida se repetisse duas vezes, eu pedia para voltar ao inicio. Mudava tanta coisa. Mas a vida é assim, o contrário da morte. É uma simples complexidade de acontecimentos.
Concluo que eu não vivo, apenas sobrevivo.
Muita gente acredita em Deus, em algo superior, inexplicável mas que explica a existência do mundo (irónico xD), eu não acredito, não confio em nada nem ninguém, nem em mim próprio, só há uma coisa que confio, no dia de ontem. Sobre ele tenho sempre certezas é tão fácil viver o ontem, porque temos de viver o agora e o amanhã...Era tão mais simples se a vida se repetisse duas vezes, eu pedia para voltar ao inicio. Mudava tanta coisa. Mas a vida é assim, o contrário da morte. É uma simples complexidade de acontecimentos.
Concluo que eu não vivo, apenas sobrevivo.
Besta
Oxalá pudesse eu poder,
Ser, sendo.
Uma alma vil e hostil
é aquilo que tenho,
vazia, podre, baça.
Eu não sendo, Sou.
Eu quero poder.
Pudera eu acreditar,
Que um dia isto haveria de mudar
Ahahahha, podridão mórbida,
Bolor incrustado nas peles lisas das minhas rugas
Sendo eu, não sou nada.
Assim numa morte vivida
Vou vivendo, ou não.
Escrito em 01/02/2011
Miguel Silva
Espero que gostem deste poema, ou tentiva :)
Ser, sendo.
Uma alma vil e hostil
é aquilo que tenho,
vazia, podre, baça.
Eu não sendo, Sou.
Eu quero poder.
Pudera eu acreditar,
Que um dia isto haveria de mudar
Ahahahha, podridão mórbida,
Bolor incrustado nas peles lisas das minhas rugas
Sendo eu, não sou nada.
Assim numa morte vivida
Vou vivendo, ou não.
Escrito em 01/02/2011
Miguel Silva
Espero que gostem deste poema, ou tentiva :)
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