segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Estás linda esta noite
Caminhavas lenta e sedutoramente, olhar elevado, à procura de algo no horizonte que provavelmente nem tu saberias bem o que era; os teus olhos faiscavam, irradiavas um brilho sobrenatural. Eras perfeita nos teus longos cabelos castanhos abraçados pelo pequeno lacinho que repousava solenemente nos teus pelos capilares; eras perfeita nos teus lábios reluzentes cheios de gloss e na tua maquilhagem leve mas bonita, eras uma harmonia e outrora já foste a minha melodia...
Sorrias como se fosse o dia mais feliz da tua vida e provavelmente até foi. Eu nessa noite só te tive coragem de dizer "estás linda esta noite" provavelmente pensei que mais valia lutar amanhã porque já era muito tarde ...
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Crónicas de um Guerreiro
O guerreiro cansado da batalha repousa as suas mãos sobre sua espada. Os seus dedos calejados de tantos anos de mortes, tantas vidas ceifadas, a sua mão repousa suavemente sobre o seu cabo, que traz as marcas do seu prolongado uso, mas as mãos dele já não a sentem ambos são uma, ele e a espada, unos.
Sua força que antes era destinada às batalhas, agora deverá ser usada para empunhar a sua luta pessoal.
O guerreiro observa cuidadosamente a lâmina longa e afiada cujo brilho está ofuscado pelo sangue ainda quente de tantos homens...Os seus olhos não repousam apenas na espada mas também olham além, procuram no horizonte a sua alma a paz que ainda não foi alcançada.
A sua espada percorreu muitos caminhos, foi empunhada com força, valentia e mestria, agora precisa de apenas um caminho: retirar-se do combate.
Com a espada apoiada no canto, o guerreiro curva-se sobre seus joelhos e deixa-se ficar. Nunca antes ele havia notado o tempo que passou, nem as rugas que se formaram na sua face, nem os seus olhos enevoados... Lutou, matou, amou e deixou o tempo encarregar-se do resto.
Seu rosto cansado, seus olhos tristes e sofridos não enxergam mais ao seu redor. O guerreiro está apagado e ainda se mantém vivo devido à única coisa que o manteve vivo tantos anos, o seu instinto animal.
Esqueceu-se que a maior batalha, da qual vem fugindo, não pode ser ganha lá fora, tem que ser ganha cá dentro no nosso interior.
Ele não se permite ouvir a voz do seu coração - endurecido, brutalizado e tantas vezes maltratado. Não percebe que próximo dele, uma mão lhe é estendida há muito tempo, uma mão humilde e sincera, pronta para secar o suor de sua testa e aliviar-lhe as feridas, e ouvir as suas histórias.
Ele não quer vê nada além da sua razão, não ouve nada além dos gritos da batalha.
Seu ano é hoje iniciado, 44 invernos já passou e ele continua a recusar a mão que lhe é estendida...Era tão fácil aceitá-la, mas ele continua a partir para a batalha todos os anos, dia após dia, ele afia o gume da sua espada e parte para a batalha...
E ao contrario de mim ele luta hoje....
Continua
Sua força que antes era destinada às batalhas, agora deverá ser usada para empunhar a sua luta pessoal.
O guerreiro observa cuidadosamente a lâmina longa e afiada cujo brilho está ofuscado pelo sangue ainda quente de tantos homens...Os seus olhos não repousam apenas na espada mas também olham além, procuram no horizonte a sua alma a paz que ainda não foi alcançada.
A sua espada percorreu muitos caminhos, foi empunhada com força, valentia e mestria, agora precisa de apenas um caminho: retirar-se do combate.
Com a espada apoiada no canto, o guerreiro curva-se sobre seus joelhos e deixa-se ficar. Nunca antes ele havia notado o tempo que passou, nem as rugas que se formaram na sua face, nem os seus olhos enevoados... Lutou, matou, amou e deixou o tempo encarregar-se do resto.
Seu rosto cansado, seus olhos tristes e sofridos não enxergam mais ao seu redor. O guerreiro está apagado e ainda se mantém vivo devido à única coisa que o manteve vivo tantos anos, o seu instinto animal.
Esqueceu-se que a maior batalha, da qual vem fugindo, não pode ser ganha lá fora, tem que ser ganha cá dentro no nosso interior.
Ele não se permite ouvir a voz do seu coração - endurecido, brutalizado e tantas vezes maltratado. Não percebe que próximo dele, uma mão lhe é estendida há muito tempo, uma mão humilde e sincera, pronta para secar o suor de sua testa e aliviar-lhe as feridas, e ouvir as suas histórias.
Ele não quer vê nada além da sua razão, não ouve nada além dos gritos da batalha.
Seu ano é hoje iniciado, 44 invernos já passou e ele continua a recusar a mão que lhe é estendida...Era tão fácil aceitá-la, mas ele continua a partir para a batalha todos os anos, dia após dia, ele afia o gume da sua espada e parte para a batalha...
E ao contrario de mim ele luta hoje....
Continua
sábado, 3 de setembro de 2011
Último Comboio
A existência como círculo em si mesma, como o inicio do fim; deve ser encarada como isso mesmo, uma mera existência, mera no sentido literal ... Porque apesar de um espirro nosso poder causar terramotos no Japão, na realidade a nossa influência no universo limita-se a valores infinitesimais não quantificáveis. Enquanto discutimos quem lava o carro, quem faz o almoço; enquanto uns nascem, outros morrem e a vida continua, o tempo não espera. Lenta ou rapidamente ele vai passando como um comboio que tem hora marcada, ela cumpre ao limite a norma.
Tu foste no último comboio, com o tempo... Tu e ele. Foram os dois, tu e eu... Levaste-o e ele só tirou o bilhete num sentido ainda o(me ) espero, sentado num banco que se vai degradando com o tempo assim como eu... E ele passa. Passa de uma maneira demasiado rápida e eu estou a perde-lo por tua culpa, tenho medo devido a ti, deixa-o(me) voltar para mim sinto falta do meu Eu.
Assim só digo que ainda estou vivo, não sei bem aonde mas estou. Podia lutar para me encontrar, mas por hoje estou cansado. Mais vale lutar amanhã
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Circum
Circum
ferências, redondas
Lineares ou não
continuam... seguindo a definição
Começam e acabam
numa união
Não têm fim nem principio
apenas aquela intrínseca ligação
Assim como o mundo
ela não tem coração
apenas linhas, lindas e preenchidas
deixando o vazio no meio
Não mais.
Não mais será assim
Anseio o círculo que está para vir
deixando por fim a linha que tanto me impede de subir
pelas escadas abaixo...
descendo,descendo, endo, do.
Um dia irei subir mas hoje continuo descendo, cada vez mais fundo...
ferências, redondas
Lineares ou não
continuam... seguindo a definição
Começam e acabam
numa união
Não têm fim nem principio
apenas aquela intrínseca ligação
Assim como o mundo
ela não tem coração
apenas linhas, lindas e preenchidas
deixando o vazio no meio
Não mais.
Não mais será assim
Anseio o círculo que está para vir
deixando por fim a linha que tanto me impede de subir
pelas escadas abaixo...
descendo,descendo, endo, do.
Um dia irei subir mas hoje continuo descendo, cada vez mais fundo...
(Mono vs Poli)Gamia
Durante uns anos era aquele gajo que saía, conhecia e "comia" ou pelo menos tentava.
Existia sempre aquela rapariga que na minha triste inocência ia dizendo entre dentes "ah e tal gosto dela, amo-a" (estupidez alguma vez ter pensado que sabia o que significava tal palavra); mas arranjava divertimento para o dia ou noite e como ia gabando aos meus amigos. "Bota calor" doce poligamia, falar várias línguas, abrigar-me nos mais diferentes abrigos, e chegar ao fim do dia e voltar a casa, sem dever nada a ninguém. Muitas vezes nem sequer o nome dela sabia mas não havia crise, falei a língua dela durante umas boas horas, para quê pensar mais nisso? Não valia a pena. Até ter acontecido tal coisa com uma amiga minha, meteu-me tanto nojo, repugnância extrema, vómito entre palavras, tive nojo de mim quando voltei a mim (ironia o facto de o nada voltar a nada?!)..
Passei uns tempos defendendo acérrimo a monogamia, chegava uma...Vivi amores platónicos obsessivos. Aprofundei a língua, estudei os verbos, figuras de estilo, orações coordenadas e subordinadas, artigos e determinantes, possessivos... Mas cansei-me disso. Vou-me dedicar à castidade, ou não... Minha querida poligamia o que eu pagava para que voltasses mas infelizmente já não tenho capacidades para te sustentar.
Prometo que vou tentar ser casto, mas hoje não...Amanhã é um dia novo e, portanto, mais vale lutar amanhã
domingo, 24 de julho de 2011
Vida - Take 2
Ando a ter várias vagas de inspiração a nível sentimental, literário e musical. E tenho de o aproveitar pois estes momentos são escassos...
O motivo para ser take é que traduzido para o Português significa cena..E a vida é um filme. Existem actores, realizadores, argumentistas e espectadores. Apenas não pode ser editada de resto é um filme a tempo real.
---------
Vou elabora este segundo ensaio sobre a vida derivando o meu pensamento de uma música do B Fachada (Bernardo Fachada) na música Beijinhos. A frase é a seguinte: "Perdes tempo a reparar na cara feia que é bonita de alguém."
No take 1 falei sobretudo na efemeridade da vida e na futilidade do Homem. Irei continuar à volta destes temas... Sabemos que a vida é um jogo onde não há empates, existe um derrotado e um vencedor. Um feliz e outro triste. Inevitavelmente é isso que acontecerá, o próprio mercado incentiva a que aconteça isso (psiquiatras, psicólogos, psicanalistas) ao invés de usarmos a nossa mente para resolvermos os nossos próprios problemas mentais usar ajuda paga para resolver por vezes problemas nulos. Problemas existenciais todos nós temos, o não perceber é normal, eu não percebo o que acabei de escrever mas não é por isso que deixa de ser verdade antes até, lhe confere uma certa veracidade.
Temos de acordar para o dia como se dia se trata-se a noite foi ontem, para quê pensar nela, ficar nela e viver no encoberto, na escuridão? É completamente absurda a estagnação que muita gente vive; É UMA PERDA DE TEMPO. A vida deve ser vivida e não vale a pena pensar no que poderia ter feito mas sim no que deveria fazer... Assim temos de conseguir jogar este jogo que é a vida, que será jogado até à eternidade efémera da nossa vida.
Irei lutar contra isto, mas hoje não...Prefiro lutar amanhã
Escrevo porque sim, e enquanto o sim for sim continuarei a escrever.
O motivo para ser take é que traduzido para o Português significa cena..E a vida é um filme. Existem actores, realizadores, argumentistas e espectadores. Apenas não pode ser editada de resto é um filme a tempo real.
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Vou elabora este segundo ensaio sobre a vida derivando o meu pensamento de uma música do B Fachada (Bernardo Fachada) na música Beijinhos. A frase é a seguinte: "Perdes tempo a reparar na cara feia que é bonita de alguém."
No take 1 falei sobretudo na efemeridade da vida e na futilidade do Homem. Irei continuar à volta destes temas... Sabemos que a vida é um jogo onde não há empates, existe um derrotado e um vencedor. Um feliz e outro triste. Inevitavelmente é isso que acontecerá, o próprio mercado incentiva a que aconteça isso (psiquiatras, psicólogos, psicanalistas) ao invés de usarmos a nossa mente para resolvermos os nossos próprios problemas mentais usar ajuda paga para resolver por vezes problemas nulos. Problemas existenciais todos nós temos, o não perceber é normal, eu não percebo o que acabei de escrever mas não é por isso que deixa de ser verdade antes até, lhe confere uma certa veracidade.
Temos de acordar para o dia como se dia se trata-se a noite foi ontem, para quê pensar nela, ficar nela e viver no encoberto, na escuridão? É completamente absurda a estagnação que muita gente vive; É UMA PERDA DE TEMPO. A vida deve ser vivida e não vale a pena pensar no que poderia ter feito mas sim no que deveria fazer... Assim temos de conseguir jogar este jogo que é a vida, que será jogado até à eternidade efémera da nossa vida.
Irei lutar contra isto, mas hoje não...Prefiro lutar amanhã
Escrevo porque sim, e enquanto o sim for sim continuarei a escrever.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Vida - Take 1
Irei tentar desenvolver uma espécie de ensaios sobre a vida. Não sei quantos takes irei escrever...
Abram o youtube, escolham uma música que gostem e divirtam-se ou pelo menos tentem
---
Em si mesma e metafisicamente falando a vida é sobretudo um processo constante de relacionamentos. Pessoas a interagir com animais/plantas ou vice versa. O conceito geral é apenas de existência racional, esse pelo menos é o que eu defendo. Existência. Simples e mera existência ou apenas sobrevivência pois no final, todos tentamos sobreviver o melhor que podemos, mesmo sabendo que a nossa vida é efémera tentamos a todo o custo evitar a morte. Bastante irónico não é?!
Tantos ajustes, tantas zangas, tantas discussões, tantas preocupações para acabarmos em pó; eu acho bastante irónico. Vivemos de momentos, de sentimentos, emoções e desejos. Digam o que disserem o verdadeiro amor é raro encontrar, rendemo-nos completamente aos sucessivos orgasmos da vida, sejam na cama ou à mesa, por mais racionais que sejamos perdemos toda a racionalidade quando chega o êxtase, somos fúteis e influenciáveis...
Para quê lutar contra? Amanhã talvez... Hoje, espero ansiosamente o meu próximo orgasmo
Abram o youtube, escolham uma música que gostem e divirtam-se ou pelo menos tentem
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Em si mesma e metafisicamente falando a vida é sobretudo um processo constante de relacionamentos. Pessoas a interagir com animais/plantas ou vice versa. O conceito geral é apenas de existência racional, esse pelo menos é o que eu defendo. Existência. Simples e mera existência ou apenas sobrevivência pois no final, todos tentamos sobreviver o melhor que podemos, mesmo sabendo que a nossa vida é efémera tentamos a todo o custo evitar a morte. Bastante irónico não é?!
Tantos ajustes, tantas zangas, tantas discussões, tantas preocupações para acabarmos em pó; eu acho bastante irónico. Vivemos de momentos, de sentimentos, emoções e desejos. Digam o que disserem o verdadeiro amor é raro encontrar, rendemo-nos completamente aos sucessivos orgasmos da vida, sejam na cama ou à mesa, por mais racionais que sejamos perdemos toda a racionalidade quando chega o êxtase, somos fúteis e influenciáveis...
Para quê lutar contra? Amanhã talvez... Hoje, espero ansiosamente o meu próximo orgasmo
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